Consagração literária na escola O vestibular como espaço de canonização da Literatura Brasileira
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Sprache:Portugiesisch
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Produktdetails
Format
ePUB 3
Kopierschutz
Ja
Family Sharing
Ja
Text-to-Speech
Ja
Erscheinungsdatum
27.02.2025
Verlag
Editora DialéticaSeitenzahl
208 (Printausgabe)
Dateigröße
5046 KB
Sprache
Portugiesisch
EAN
9786527053293
Este livro é um estudo sobre processos de consagração da Literatura Brasileira tendo como base principal 30 anos de vestibular da Universidade Federal de Minas Gerais. A partir da análise das obras literárias indicadas para o Vestibular 2000, discute-se a contribuição da UFMG para a manutenção e a modificação de certa tradição literária. Na escolha de uma obra a ser usada em questões de provas para selecionar futuros alunos, mobiliza-se todo um conjunto de leitores, professores, consultas a fortunas críticas sobre o autor e a obra, e também provocam-se novas leituras e produções de estudos.
Neste trabalho, percebemos estruturas do pensamento acadêmico sobre a sociedade que ele representa. Mesmo com todo esforço para acompanhar as tendências atuais, percebe-se a presença de um pensamento ainda falocêntrico, etnocêntrico, eurocêntrico e judaico-cristão, já que o conjunto de 175 obras literárias contém grande maioria de expressão masculina, branca, em Língua Portuguesa culta, e pouca produção literária de mulheres, outras etnias e religiosidades de que se compõe o Brasil.
Há uma insistência em confirmar certa tradição literária e autores pois, das 175 indicações em 30 anos, 105 constituem obras adotadas três ou mais vezes. Dentre os mais indicados estão Machado de Assis (18 vezes), José de Alencar (10) e Graciliano Ramos (08). É visível o interesse em cultuar certos autores e obras, para que se mantenham discutidos e conhecidos por gerações diversas.
Neste trabalho, percebemos estruturas do pensamento acadêmico sobre a sociedade que ele representa. Mesmo com todo esforço para acompanhar as tendências atuais, percebe-se a presença de um pensamento ainda falocêntrico, etnocêntrico, eurocêntrico e judaico-cristão, já que o conjunto de 175 obras literárias contém grande maioria de expressão masculina, branca, em Língua Portuguesa culta, e pouca produção literária de mulheres, outras etnias e religiosidades de que se compõe o Brasil.
Há uma insistência em confirmar certa tradição literária e autores pois, das 175 indicações em 30 anos, 105 constituem obras adotadas três ou mais vezes. Dentre os mais indicados estão Machado de Assis (18 vezes), José de Alencar (10) e Graciliano Ramos (08). É visível o interesse em cultuar certos autores e obras, para que se mantenham discutidos e conhecidos por gerações diversas.
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