Chão: A Experiência como Possibilidade de Construção de Conhecimento
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Sprache:Portugiesisch
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Produktdetails
Format
ePUB
Kopierschutz
Ja
Family Sharing
Ja
Text-to-Speech
Ja
Erscheinungsdatum
27.01.2022
Verlag
Editora ApprisSeitenzahl
257 (Printausgabe)
Dateigröße
21633 KB
Auflage
1. Auflage
Sprache
Portugiesisch
EAN
9786525014029
Este trabalho parte da compreensão de que as paisagens periféricas não podem ser compreendidas e planejadas apenas com procedimentos de estudo e intervenção prontos/padronizados, concebidos a partir de um enfoque universalista e distanciado, excluindo seu caráter local. É fundamental a imersão nessas paisagens a partir de uma perspectiva colaborativa e solidária de construção de conhecimento, além de profissionais e pesquisadores que se proponham a estudá-las e planejá-las.
A construção colaborativa de soluções para favelas e ocupações, associando o saber acadêmico ao popular, apresenta-se como um processo estratégico e emancipatório. Por um lado, os moradores envolvidos nesse processo não só têm o acesso ao conhecimento que é produzido sobre eles e seu meio, mas também implica em seu reconhecimento como autores desse conhecimento. E aos profissionais, permite o acesso a conhecimentos populares essenciais para entender as reais dinâmicas das paisagens e nelas reconhecer ou não processos mais estruturais. Também traz à tona entendimentos novos sobre a prática do ensino dessas paisagens, reconhecendo limitações que precisam ser superadas.
Este é o convite feito pela urbanista e educadora popular Cecilia Angileli que, ao longo de dez anos (2002-2012), percorreu cerca de 100 favelas do distrito de Brasilândia, na região da Serra da Cantareira - norte da cidade de São Paulo -, apresentando as formas de produção e apropriação dessa paisagem, além dos enfrentamentos cotidianos de seus moradores na luta pelo "chão", por meio da metodologia da pesquisa-ação. Estudos que dão continuidade à sua primeira publicação Paisagens Reveladas no Cotidiano da Periferia (2014).
A construção colaborativa de soluções para favelas e ocupações, associando o saber acadêmico ao popular, apresenta-se como um processo estratégico e emancipatório. Por um lado, os moradores envolvidos nesse processo não só têm o acesso ao conhecimento que é produzido sobre eles e seu meio, mas também implica em seu reconhecimento como autores desse conhecimento. E aos profissionais, permite o acesso a conhecimentos populares essenciais para entender as reais dinâmicas das paisagens e nelas reconhecer ou não processos mais estruturais. Também traz à tona entendimentos novos sobre a prática do ensino dessas paisagens, reconhecendo limitações que precisam ser superadas.
Este é o convite feito pela urbanista e educadora popular Cecilia Angileli que, ao longo de dez anos (2002-2012), percorreu cerca de 100 favelas do distrito de Brasilândia, na região da Serra da Cantareira - norte da cidade de São Paulo -, apresentando as formas de produção e apropriação dessa paisagem, além dos enfrentamentos cotidianos de seus moradores na luta pelo "chão", por meio da metodologia da pesquisa-ação. Estudos que dão continuidade à sua primeira publicação Paisagens Reveladas no Cotidiano da Periferia (2014).
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